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Maio
2010

BIOINFORMA

Bioinforma

Com o tema “GENDER AND TABACCO WITH AN EMPHASIS ON MARKETING TO WOMEN” a Organização Mundial da Saúde inicia as atividades do Dia Mundial Sem Tabaco 2010, alertando as mulheres sobre os riscos que o tabaco exerce para a sua saúde. Controlar o fumo entre esse público é uma tarefa bastante difícil, já que as ações desenvolvidas pela indústria tabagista têm como alvo justamente mulheres e meninas, e estudos revelam a ascensão deste público no consumo do tabaco. Para a OMS “proteger e promover a saúde das mulheres é crucial para a saúde e desenvolvimento - não só para os cidadãos de hoje, mas também para os das gerações futuras".

MULHERES – APAGUEM ESSE VÍCIO!
Fase reprodutiva
A fertilidade das fumantes pode diminuir em até 40% em relação às não fumantes, onde a atividade do ovário cessa de dois a quatro anos antes da mulher que fuma.
Gravidez
A nicotina reduz o fluxo placentário, o que determina o envelhecimento e o descolamento precoce da placenta, aumentando o risco de aborto, de nascimentos prematuros, diminuindo o crescimento e o peso do bebê.
Uso de anticoncepcionais
O uso de anticoncepcionais hormonais em fumantes potencializa a trombose. O risco de doença coronária chega a ser 39 vezes e o risco de acidente vascular cerebral 22 vezes superior em fumantes que usam anticoncepcionais. Fumantes que fazem uso de anticoncepcionais correm dez vezes mais risco de ter um infarto além de outros problemas cardiovasculares.

Implicações na menopausa
Maior incidência de osteoporose, principalmente, na fase da menopausa. Evidências dessa alteração foram observadas em estudos com o uso da densitometria óssea, em que foram constatadas maiores perdas ósseas em fumantes. A interrupção do fumo antes da menopausa possibilita redução de 25% na ocorrência da osteoporose.
Aumento de risco cardiovascular
O tabagismo é o principal fator de risco para doença arterial coronária nas mulheres. Estudo realizado com residentes da Noruega revelou que as mulheres que fumavam mais de 20 cigarros por dia tinham seis vezes mais chances de ter infarto agudo do miocárdio quando comparadas a não fumantes. Vale ressaltar que não existe diminuição do risco de infarto do miocárdio nas mulheres que fumam cigarros com menores teores de alcatrão e nicotina. Uma mulher fumante tem quatro vezes mais chances de sofrer um infarto do que uma não fumante.
Interrupção do tabagismo
A interrupção do tabagismo esta associada a redução de 50% a 70% do risco para doenças cardiovasculares nas mulheres. Após dois a três anos de abandono do tabagismo as ex-fumantes têm risco cardiovascular igual as das mulheres que nunca fumaram. Entretanto, apesar do grande benefício em parar de fumar, as mulheres apresentam mais dificuldades que os homens já que a mulher tem medo de engordar depois de parar de fumar.

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